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Mais que um filme, “Blade Runner 2049” é uma experiência visual 100% imersiva

Mais uma obra para a lista de filmes de Denis Villeneuve, “Blade Runner 2049” chega para ganhar o coração dos fãs do clássico e conquistar uma multidão de fanáticos por filmes imersivos e tocantes.

O longa acompanha a vida do blade runner K (Ryan Gosling), que é parte de uma nova espécie de replicantes desenvolvidos com o propósito de obedecer mais os seres humanos. K é mandado em uma missão para eliminar uma criança nascida de dois replicantes antes que o boato se espalhe e desencadeie uma guerra mundial entre sua espécie e os humanos.

A trama de “Blade Runner 2049” é tão grande que se inserem subtramas criadas apenas para “encher linguiça” e fazer com que você se identifique com alguns dos personagens, porém uma destas subtramas é visivelmente machista e trata a mulher apenas como um produto criado para satisfazer o homem e seus prazeres.

Joi, interpretada por Ana de Armas, uma das personagens que mais tinham potencial no longa, é desperdiçada nesta subtrama, provavelmente fazendo com que muitos dos que assistam ao filme sintam-se desconfortável ao ver o machismo sendo mostrado em tela. Infelizmente nada mais que a possível verdade, porque se em 2017 vemos isso acontecer, é óbvio que, se não lutarmos contra, em 2049 será o mesmo ou pior. Fica aí a reflexão!

Mesmo com este erro, Ana de Armas consegue entregar uma atuação comovente e digna de parabenizações, assim como Ryan Gosling, que praticamente carrega todo o filme em suas costas, entregando ao público uma das suas melhores atuações. O cara arrebenta durante todo o longa, principalmente nos takes aproximados de seu rosto quando as emoções estão à flor da pele!

Sobre o grande Harrison Ford, apenas digo que quando ele entra em cena tudo se potencializa, principalmente a nostalgia e a ansiedade por um desfecho na história que conecta o clássico “Blade Runner” com este longa de 2017.

Outra boa surpresa para se ficar de olho é a presença de Robin Wright (House of Cards) e Mackenzie Davis (Black Mirror) no elenco. Ambas estão maravilhosas como sempre!

Já Jared Leto, mais uma vez, decepciona. Se os cartazes e trailers de divulgação do filme apresentavam o personagem dele como algo marcante para a história de “Blade Runner 2019“, quando visto em tela não se mostra nada mais, nada menos, que descartável. Novamente temos um Leto tão superestimado quanto o de “Esquadrão Suicida“.

A fotografia é, a todo momento, surpreendentemente milimetrada, e faz com que cada um dos milésimos de filme sejam de encher os olhos do espectador. Os 5 primeiros segundos de filme já mostram a grandiosidade do olhar de Villeneuve e tudo parece um titã, principalmente quando visto em telas XD e IMAX.

A trilha sonora é outro dos pontos fortes e, constantemente, uma das músicas da trilha carrega o espectador durante todo o filme enquanto, em alguns momentos, é somada à outras faixas que elevam a imersão cinematográfica proposta pelo diretor. Quem já assistiu “A Chegada” conseguirá fazer uma ótima comparação, pois ambas as trilhas são bem parecidas, a não ser por essa “soma” de faixas que Villeneuve traz neste longa.

Blade Runner 2049” é um filme visualmente fantástico que faz questão de mostrar do que a fotografia hollywoodiana é capaz, mas infelizmente o roteiro não se iguala mostrando-se arrastado em alguns momentos das 2h e 44min de duração do longa.

Por fim, digo que este é um filme que, apesar dos pesares, merece ser assistido e, concordando com o quote da Variety, “na maior tela possível”!

Escrito por Marcelo Rogério

Geek, carioca, idealizador do Pop Creature, amante de raposas e Lana Del Rey e colecionador assíduo - vulgo viciado - de blu-rays e Funko!