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“Sobrenatural: A Última Chave” tem o melhor e o pior do cinema de Terror

Eis que a franquia Sobrenatural chega ao seu quarto filme, desta vez dirigido por Adam Robitel, escrito por Leigh Whannell e magistralmente protagonizado pela incrível e carismática Lin Shaye.

O longa acompanha Elise, a personagem de Shaye – que já teve um destaque ENORME no terceiro e pior filme da franquia, mas que retorna com sucesso aqui – em uma jornada que traz à tona todos os fantasmas do seu passado.

Sobrenatural: A Última Chave” conta com 1h43m de duração e é produzido por grandes nomes como James Wan e Jason Blum, ambos mostrando o melhor do seu trabalho em tela. Há momentos em que percebemos o dedo de Blum, quando acontecem os jumpscares e de Wan, quando são colocados personagens estáticos em tela pra aumentar a tensão. Tudo funciona perfeitamente como em “Uma Noite de Crime”, “Invocação do Mal”, “Atividade Paranormal” e outros trabalhos de ambos.

Além de Shaye como protagonista, tomando conta de praticamente 100% do filme, temos Leigh WhannellAngus Sampson na pele dos “ajudantes sobrenaturais” Specs e Tucker, trazendo alívio cômico para as cenas de tensão. É claro que em alguns momentos a parada fica um pouco ridícula demais. Há situações em que você até consegue dar risadas, mas em outras o nível de besteirol fica exagerado demais para a proposta horrorizante do filme.

Em contraponto, Shaye entrega um dos seus melhores trabalhos no papel de Elise, fazendo com que você realmente se identifique com a personagem e torça por ela do começo ao fim.

Assim como inúmeros filmes do gênero, “Sobrenatural: A Última Chave” sofre com a falta de desenvolvimento de algumas subtramas e esse é um dos grandes pontos negativos do longa. Sem isso, a trama principal acaba parecendo superficial demais, fazendo com que o propósito de algumas das cenas não sejam entendidas e apreciadas pelo espectador do jeito que deveriam diminuindo a qualidade de sua experiência.

—– Alerta SPOILERS  —–

A proposta do quarto filme da franquia “Sobrenatural” é tão densa que acaba deixando algumas coisas no ar, sem se aprofundar de maneira devida. Um exemplo disso é que durante todo o filme vemos enfermeiras sendo raptadas por um espírito maligno que foi trazido ao nosso mundo por Elise. Um espírito que se alimenta de DOR e SOFRIMENTO.

O que o filme não explica é o PORQUÊ de só enfermeiras serem raptadas, e principalmente o PORQUÊ das enfermeiras, como a mãe de Elise, terem um poder maior sobre tal espírito.

A resposta é simples, mas em momento algum explorada em tela: Enfermeiras cuidam de pacientes à beira da morte e trazem alívio para as almas que estão sofrendo. Logo, o demônio, ou seja lá o que for, não pode se alimentar da DOR dos enfermos, já que eles não estão mais em sofrimento. A metáfora é que elas são protetoras dos enfermos em nosso mundo e espíritos de luz “no lado de lá”.

Uma boa sacada, sim, mas infelizmente muito mal executada. Você quer ser “Babadook” e “It Follows“? Vai estudar! rsrs

—– Fim dos SPOILERS —–

Por fim, preciso dizer que “Sobrenatural: A Última Chave” tem o melhor e o pior dos filmes de Terror, contando com um enredo bom e envolvente, porém mal executado em tela. Nessa receita falta a pitada de sal que faz os fãs serem fissurados por filmes do gênero!

Escrito por Marcelo Rogério

Geek, carioca, idealizador do Pop Creature, amante de raposas e Lana Del Rey e colecionador assíduo - vulgo viciado - de blu-rays e Funko!