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“The End Of The F***king World” é a série da Netflix para a qual ninguém está preparado

Maratonei “The End Of The F***king World“e cá estou pra contar pra vocês o que achei da série, que já tem seus 8 episódios disponíveis no catálogo da Netflix.

Pra começar, preciso dar um background da história problemática que acompanha James (Alex Lawther) e Alyssa (Jessica Barden), dois adolescentes completamente fora da caixinha que decidem fugir da casa de seus pais, cada um com suas motivações.

Alyssa não aguenta mais a vida com sua mãe e padrasto, e James, que acredita ser um psicopata, quer levar isso para outro nível, matando a tal garota. O que ele não sabia é que iria se apaixonar por ela! rs

Logo nos 4 primeiros episódios, “The End Of The F***king World” pode parecer romantizar a psicopatia e isso acabou me incomodando de uma maneira absurda, porque caso eu tivesse parado por ali, teria uma impressão completamente errônea sobre a série. Por sorte, a partir do quarto episódio as coisas mudam e a série se eleva para outro patamar, com um plot twist extremamente interessante, fazendo com que você enxergue-a de maneira diferente, mostrando e explorando novas facetas de cada um dos personagens.

As atuações de Alex Lawther (Black Mirror) e Jessica Barden (The Lobster) dão um plus na série e fazem com que você sinta o crescimento constante dela. A trama se desenvolve de forma magnífica junto à eles e deixa qualquer um louco para terminar a maratona.

Consigo dividir “The End Of The F***king World” em dois atos, sendo estes retratados pelo ÓDIO e pelo AMOR, respectivamente.

O primeiro ato se encarrega de mostrar tudo de ruim que acontece na vida dos personagens. Tudo que os deixava para baixo, que os fizeram fugir e que os transformaram no que são. Sangue, flashbacks e muito humor ácido não são poupados aqui.

Neste ato somos apresentados à diferentes tipos de abuso, desde o sexual até o abuso de poder dentro de um relacionamento, mas tudo romantizado demais. Acontece que o motivo desse “romantismo” você só entende quando passa para o segundo ato da série, que desconstrói tudo o que ela havia te contado sobre James e Alyssa.

Percebemos, então, que o romantismo entorno da psicopatia foi imposto ao espectador para que o ar de bizarrice se instalasse e ficássemos contra os protagonistas para que, junto ao plot twist, fôssemos surpreendidos.

A construção do “Primeiro Amor” logo toma conta da série e tudo vem à tona. Os problemas que James e Alyssa sofreram fizeram com que eles tomassem decisões drásticas e passassem por situações absurdas, mas o amor que os conecta desfaz tudo isso e eles, junto ao espectador, percebem que suas vidas lhes foram tiradas.

Não que todo mundo já tenha passado por momentos assim, mas eu preciso dizer que me identifiquei muito com a série. Sabe quando todo mundo aponta pra você, mas chega uma pessoa na sua vida e entende todos os seus sentimentos e te apoia até o último momento? Pois bem. É isso que James e Alyssa fazem. O amor os une e eles se sentem invencíveis, até que “A PORRA DO FIM DO MUNDO” chega, junto ao último episódio, e deixa qualquer um devastado ao assistir a cena final.

Eu não estava preparado. Não mesmo! Me surpreendi. Fiquei mal. Espero que tenha uma segunda temporada.

Infelizmente sei que na vida nem sempre há uma segunda temporada. Que os finais nem sempre são felizes e que tudo o que a gente espera é ver alguém tendo uma história feliz. Mas o que “The End Of The F***king World” deixa de lição é que VOCÊ é o único que pode fazer sua história feliz. Não importa se os outros irão te aceitar ou não, porque no fim das contas é você, e apenas você, que pode dizer o que te faz feliz e correr atrás disso.

Escrito por Marcelo Rogério

Geek, carioca, idealizador do Pop Creature, amante de raposas e Lana Del Rey e colecionador assíduo - vulgo viciado - de blu-rays e Funko!