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CAM é o novo “terror” despretensioso e mind-fucking da Netflix

Cinema

CAM é o novo “terror” despretensioso e mind-fucking da Netflix

Filmes sobre as profundezas da internet estão fazendo cada vez mais sucesso, porém a tal Deep Web ainda é um mito pra muita gente e mesmo que existam rumores sobre sua existência e sobre o que acontece por lá, nada concreto circula pela superfície.

Amizade Desfeita” e sua sequência foram os grandes sucessos da Blumhouse que abordaram este tema, mas desta vez, em parceria com a Netflix, a renomada produtora lança CAM, o “terror” estrelado pela incrível Madeline Brewer (The Handmaid’s Tale).

Em CAM, a jovem Alice, codinome Lola, ganha a vida se exibindo online em um website onde as pessoas pagam para que ela realize seus desejos, que vão desde simples pulinhos pelo seu quarto até coisas mais hardcore, como suicídios encenados. Um belo dia Alice tenta se conectar à sua conta para fazer mais uma de suas transmissões rotineiras, mas não consegue e descobre que alguém idêntica à ela já está online.

A trama se desenvolve a partir daí, mas demora alguns minutos para chegar neste ponto que qualquer um que comece a assistir ao filme anseia porque este é o grande plot exibido no trailer. A questão é que a demora acontece para que o espectador se identifique com a personagem e comece a dividir suas emoções com a mesma, porque sem isso, grande parte das cenas posteriores não funcionariam, afinal, o tema abordado é completamente atual e literalmente pode acontecer com qualquer um que esteja navegando pela internet.

As cenas vão passando e as diferentes cores vibrantes tomam conta do longa, e a transição de emoções é, também, percebida por essa mudança. Aqui, o rosa representa excitação, o azul entra brusco e faz com que o ambiente se entristeça e o vermelho traz consigo a agonia, o desespero e o sufoco. É impossível não perceber essa bela jogada que, somada à excelente performance de Madeline Brewer, leva o filme a outro patamar.

Quando Alice está em frente à tela do computador, suas transmissões são embaladas por suaves badaladas de sino que acontecem quando seus viewers mandam Tokens, uma espécie de dinheiro virtual. Quanto mais Tokens vão chegando, mais e mais sinos tocam até que, lá pro terceiro ato do filme, fica impossível não se irritar com as badaladas e, junto com o vermelho vibrante e saturado colocado em tela, a agonia e a sensação de desconforto toma conta de qualquer um que esteja assistindo.

CAM não é um “Terror” convencional cheio de jumpscares e um final completamente mastigado, mas sim um Thriller psicológico que te dá algumas migalhas de informações somadas a um desfecho esplêndido pra te deixar pensando alguns bons minutos após assistir. Com certeza dividirá o público entre os que AMARAM e os que DETESTARAM, mas vale a pena conferir pra tirar suas próprias conclusões.

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