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“Suspiria”, de Guadagnino, é uma obra sem defeitos!

Cinema

“Suspiria”, de Guadagnino, é uma obra sem defeitos!

Fazer um remake de um dos maiores clássicos do Terror era uma tarefa quase que impossível porque bem sabemos que hoje em dia tudo o que tira a nostalgia da internet é bombardeado com comentários negativos mesmo antes de ser lançado, e não seria diferente pra versão de “Suspiria“, do Guadagnino.

Antes mesmo do seu lançamento para o público geral, as stills do filme já criaram um alvoroço na internet porque não traziam consigo o tom “saturado” do clássico de Dario Argento e isso, por si só, já era motivo pra criticarem negativamente o filme – mesmo antes de terem assistido (?)

A grande diferença aqui é que Guadagnino consegue transcender o que Argento entregou em 1977, adicionando camadas e mais camadas aos personagens que antes eram um tanto superficiais e sem muito valor para a trama principal.

Guadagnino teve todo o cuidado de manter a essência da versão de Argento e, com sucesso, expandiu sua mitologia exponencialmente fazendo com que o espectador deseje cada vez mais saber sobre o que é apresentado em tela.

Outro cuidado que Guadagnino teve foi em selecionar seu elenco e trazer, também neste aspecto, um pouco do que “Suspiria” representa. Com 90% de seu total composto por mulheres, a mensagem de representatividade, ocupação e empoderamento fica clara.

Tilda Swinton interpreta dois personagens; Madame Blanc e Dr. Jozef Klemperer. Sim, o único homem de grande importância pra trama também é interpretado por uma mulher. E que mulher!

Outros grandes nomes se juntam à Tilda no elenco, como Dakota Johnson, Mia Goth e Chloe Grace Moretz que juntas, elevam “Suspiria” a outro nível.

Dakota Johnson está, sem sombra de dúvidas, no ponto alto de sua carreira. Após o sucesso estrondoso de “Cinquenta Tons“, que a colocou nos holofotes, um papel sério e grande como este era essencial, e ela soube aproveitar.

Suzy, sua personagem, é muito mais complexa que a de Jessica Harper no filme de 77, e carrega consigo as melhores cenas do filme. Dakota entrega uma ótima atuação que te faz acreditar que a serenidade e o talento são natos de Suzy até o plot-twist te deixar completamente chocado.

Mesmo não abusando da saturação de cores em todo seu remake, Guadagnino escolhe uma das cenas – uma das mais importantes, por sinal – para homenagear o aspecto que fez “Suspiria” se tornar um clássico.

A cena é sangrenta e toda montada com um filtro vermelho beeeeem carregado que faz com que qualquer fã do clássico bata palmas. A sequência é pesada e de embrulhar o estômago!

E claro, não poderia deixar de comentar… Finalmente um filme sobre uma Companhia de Dança TEVE DANÇA. E que espetáculo!

O clássico peca nesse ponto e não mostra nem aprofunda as aulas de dança das quais as personagens participam, mas o remake faz isso de forma completamente satisfatória e de encher os olhos.

Tilda é Blanc, a professora mais renomada da Companhia, e dá aulas para as personagens de Dakota e Mia Goth, que dão um show nos movimentos.

Essa nova versão de “Suspiria” traz o que todo remake deveria trazer: um olhar específico do novo diretor sobre a obra original. Guadagnino faz isso com maestria e torna esse remake uma obra completa e sem defeitos.

Como fã da mitologia que Argento criou com a trilogia das Três Mães, preciso dizer que estou muito satisfeito com o universo expandido e detalhadamente explicado que Luca Guadagnino está criando. Espero que a Amazon Prime continue investindo para que ele possa continuar a trama e apresentar as outras duas Mães, Tenebrarum e Lachrymarum.

Suspiria” (2018), de Luca Guadagnino, já está disponível na Amazon Prime – tanto em sua plataforma de streaming, quanto em sua loja virtual.

+ Quem será Tilda Swinton no remake de “Suspiria”?

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