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Faltou sal no mar de “Tidelands” e nem a fórmula de sucesso da Netflix conseguiu ajudar!

Crítica

Faltou sal no mar de “Tidelands” e nem a fórmula de sucesso da Netflix conseguiu ajudar!

Há um tempo me perguntava porque a Netflix não tinha comprado os direitos de “Siren“, a série sobre sereias da FreeForm, e “Tidelands” foi a resposta. É claro que eles não gostariam de ter conteúdos conflitantes no catálogo e produzir a sua própria série sobre as “mães aquáticas” foi a escolha feita pelo serviço de streaming.

Beleza. Uau! Teríamos uma série pra assistir e se encantar com esse assunto que poderia ser explorado de diferentes formas, desde o amorzinho de princesa Disney – como em “A Pequena Sereia” – até o horror de “Siren”, e a curiosidade tomou conta. BOOM! “Tidelands” chegou ao catálogo.

Assisti, então, aos 8 episódios de mais ou menos 40 minutos cada e vou contar pra vocês: QUE SACO!

Assim que “Tidelands” foi anunciada eu já esperava que fosse mais uma série com aquela fórmula básica de sucesso da Netflix; gente bonita, muito sexo e uma trama bem adolescente, mas vocês não têm ideia da radioatividade dessa série. Chernobyl mandou lembranças!

Consegui contar apenas três momentos em que a série foi realmente interessante, e dois deles foram closes nas bundas dos protagonistas. O outro? Sereias, claro, mas a cena é quase insignificante se pensarmos que a série é SOBRE SEREIAS, mas as benditas aparecem o que? DUAS VEZES?!

E mesmo levando em conta que a Netflix tentou puxar pro lado mais sexual da coisa, não dá pra curtir porque nenhum dos casais tem química e tudo soa forçado. Eles transam e pronto, você precisa aceitar que são um casal e se amam.

A única que salva é Cal (Charlotte Best), a protagonista, mas não pela sua boa atuação ou desenvolvimento da personagem, e sim pela estranheza em seu olhar, que a torna diferente de todos os outros. O que eu vi nela? Nem eu sei, mas senti uma parada meio Dakota Johnson em “Cinquenta Tons”, sabe? Uma inocência com conotação sexual excitante e interessante.

A série se desenvolve de maneira grotesca e nenhum dos acontecimentos parece ter continuidade. Alguns personagens estão ali só pra fazer número e, ah, esqueci de comentar sobre o casal gay, porque né… TEM QUE TER nessa fórmulinha de sucesso da Netflix – Pink Money? Oi? -, mas aqui eles são o clichê do gay sigiloso; um xerife que curte a parada e um cara mais velho COM UM TAPA OLHO. Eles se pegam na maior vibe “macho sigiloso que não curte afeminados” e não somam em nada na trama. Esquecíveis e descartáveis.

Outro grande erro foi tentar vender a série pro público brasileiro puxando a divulgação pelo Marco Pigossi.

Beleza, temos um brasileiro como um dos personagens principais de uma série estrangeira, mas o cara tá com uns trejeitos na fala que você percebe que ele tá forçando um sotaque que não é dele. Mas tá, deixei isso de lado porque, afinal, ele tá atuando duas vezes mais que os outros. O problema mesmo é que o personagem dele dá uns pegas em 80% do elenco e é completamente qualquer coisa. Mais uma vez, poderia ser descartado.

Se você assistir e for pensar no número de personagens que realmente importam pra trama, daria pra fazer a série contratando um total de 3 ou 4 atores.

Tidelands” é uma moleza do começo ao fim, engatando em apenas dois episódios, mas se perdendo e entregando um monte de nada ao espectador.

Mas e as sereias? Pois bem, elas vieram e foram, e levaram consigo todo o sal que “Tidelands” deveria ter. Zero carisma, zero desenvolvimento, zero interesse. Apenas um monte de rostos e corpos bonitos e muito, mas muito sexo. Se esse é o tipo de entretenimento que você procura, talvez o XVideos seja uma melhor opção!

A minha nota pra “Tidelands“? 1,5 caveirinhas de 5, porque a coisa é complicada, mas claramente teremos uma segunda temporada visto que os últimos minutos da série deixam um gancho ENORME. Se não for cancelada, até que podemos ter uma boa surpresa se eles souberem desenvolver direitinho.

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